Pílula promete efeito de cirurgia bariátrica para emagrecer

Uma pílula que, quando ingerida, se transforma em um balão gástrico, com efeito semelhante a de uma cirurgia bariátrica. Segundo o serviço nacional de saúde do Reino Unido (NHS), a funcionalidade da pílula foi comprovada em um estudo realizado com 119 pacientes — em sua maioria mulheres.

O dispositivo é capaz de reduzir o volume do estômago e, consequentemente, a quantidade de alimento ingerido, colaborando com a perda de peso. Segundo especialistas, a medicação pode ser um método menos invasivo — em comparação com a cirurgia — capaz de controlar o peso em indivíduos com índice de massa corporal (IMC) elevado. A pílula também pode ser uma alternativa para pacientes obesos com comorbidades, como diabetes, hipertensão arterial e dislipidemia (níveis de colesterol altos). A existência de outras doenças é uma das condições analisadas antes da cirurgia bariátrica.

pílula é composta por três balões leves que são colocados no estômago ao longo de 12 semanas. O número de balões usados ​depende do progresso da redução de peso: inicialmente apenas um balão é inserido, com adições posteriores a cada 30 dias, se necessário. O balão é ligado a um pequeno tubo que é usado para inflá-lo no momento em que chega ao estômago; em seguida ele é inflado com gás através de um tubo removível. Informações da Obalon, fabricante do produto, o procedimento leva cerca de 15 minutos e não é necessária sedação ou anestesia.

“Pacientes que apresentem contraindicações ou que não desejem a cirurgia bariátrica, mas se enquadrem nas indicações da pílula-balão podem sim serem beneficiados. De modo geral, esse balão se apresenta como uma alternativa, mas não substitui a cirurgia bariátrica em muitos casos”, explicou a VEJA Marcos Belotto, gastrocirurgião do Hospital Sírio Libanês de São Paulo.

 

M de Mulher com informações VEJA

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